quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Santarém - Caribe brasileiro


Santarém é um município brasileiro do estado do Pará. A "Pérola do Tapajós", como ficou poeticamente conhecida a cidade de Santarém, está situada na microrregião do Médio Amazonas, a 36m de altitude, na confluência dos rios Amazonas e Tapajós. Dista 1.369 km da capital do estado (807 em linha reta aproximadamente) e ocupa uma área de 22.887,08 km², com uma população de 276.665.


O clima é quente e úmido com temperatura média anual variando de 25º a 28 °C. Apresenta pluviosidade média de 1.920 mm. As temperaturas mais elevadas ocorrem entre os meses de junho a novembro e o período de maior precipitação pluviométrica é dezembro a maio.


História

A história de Santarém começa com a primeira notícia que se tem do contato do homem "civilizado" e os índios Tupaiús ou Tapajós. Nurandaluguaburabara seria, talvez, o chefe dos Tupaiús, citado pelo monge dominicano Frei Gaspar de Carvajal que fazia parte da expedição de Francisco Orellana pela região, em 1542.

Em 1626, dá-se a chegada dos novos habitantes na região, na maioria portugueses. O Começo da povoação de Santarém foi marcado pela luta de terras entre índios e brancos.

Santarém foi fundada pelo Pe. João Felipe Bettendorff, em 22 de junho de 1661, recebendo o nome em homenagem à cidade Portuguesa de Santarém. Logo ao chegar, o fundador construiu, de taipa, a primeira capela de Nossa Senhora da Conceição. Trinta e seis anos mais tarde, em 1697, ocorreu a inauguração da Fortaleza do Tapajós, numa colina próxima ao Rio Tapajós, para melhor proteção dos ataques de estrangeiros.

A Aldeia dos Tapajós, como era chamada, foi elevada à categoria de vila, em 14 de março de 1758, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o então governador da Província do Grão Pará, recebendo o nome de Santarém. Foi elevada à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1848, em consequência de seu notável desenvolvimento.

Geografia

Localização

Situa-se a 2º 24" 52" de latitude sul e 54º 42" 36" de longitude oeste, na região do oeste paraense, na meso região do Baixo Amazonas, na micro região de Santarém e localiza-se na margem direita do rio Tapajós, na sua confluência com o rio Amazonas. Dista cerca de 807 km, em linha reta, da capital do Estado.

  • Área

24.422,5 km²

  • Perímetro Urbano: 77 km²
  • Perímetro Rural: 24.345,5 km²

Limites

Relevo

A Planície Amazônica ocupa a porção norte do município e constitui as áreas de várzea, temporariamente submetidas às inundações do rio Amazonas. Representa uma planície fluvial, levemente alçada em relação à lâmina d'água, possuindo as menores altitudes regionais, geralmente próximas a 20 metros. Compreende depósitos aluviais, atuais e subatuais, com predomínio de argilas e areias.

  • O Planalto Rebaixado da Amazônia representa uma superfície intermediária entre a planície supramencionada e o Planalto Tapajós-Xingu. Está bem caracterizado na porção centro-norte do município, ao sul da sede municipal e ao norte da serra do Piquiatuba, situado entre as cotas de 50 a 100 metros. Representa uma superfície pediplanada, desenvolvida sobre as rochas da formação Alter do Chão. Nesse domínio morfológico, o PRIMAZ/Santarém caracterizou a presença de aquíferos, livres, semi-confinados e confinados, com suas respectivas profundidades (OLIVEIRA, 1996).
  • O Planalto Tapajós-Xingu é a feição morfológica dominante na porção centro-sul do município, situada nas maiores altitudes regionais, entre 100 e 150 metros, em média. É caracterizado por elevações de topo plano, com encostas escarpadas e ravinadas, em forma de platôs, onde se desenvolve uma drenagem espaçada, profunda, que tem o rio Mojuí como um exemplo típico.

Hidrografia

A rede hidrográfica do município foi dividida em seis bacias, sendo:

BACIA DO RIO AMAZONAS

Abrange mais de 1/6 de toda a extensão territorial do município. O rio Amazonas tem grande importância para o município, não apenas pela sua alta navegabilidade e riqueza na variedade e quantidade de pescados, mas também pelas suas terras de várzeas, com elevada fertilidade natural, em virtude da deposição cíclica de sedimentos, ricos em nutrientes.Na bacia do Amazonas destacam-se, também, inúmeras comunidades com seus artesanatos em palha, madeira, cerâmica, etc.

BACIA DO RIO ARAPIUNS

Localizada na porção oeste do município, entre as bacias do Tapajós e do Amazonas, a Bacia Hidrográfica do Arapiuns ocupa uma superfície aproximada de 7.064 km², correspondendo a cerca de 28% de todo o espaço municipal. Último grande afluente do rio Tapajós, o rio Arapiuns é um rio de águas límpidas, muito pobre em fitoplâncton e, em consequência, em vida aquática. Ao longo da bacia do Arapiuns, existem inúmeras comunidades que se destacam na fabricação de artesanatos, utilizando como matérias-primas palhas e cipós diversos, além de cerâmica, madeira, tais como Cuipiranga, Urucureá, Vila Gorete, São Pedro e São Miguel.

BACIA DO RIO TAPAJÓS

É a segunda em extensão territorial, dentro das terras do município. O rio Tapajós é o principal curso d"água, cortando a porção central da região, de sul para norte, numa extensão de 132 km, até desaguar no Amazonas, em frente à cidade de Santarém. Em grande parte da bacia do Tapajós predomina uma vegetação exuberante, com presença de árvores de grande porte, às vezes com alturas de 25 m a 35 m, caracterizando uma Floresta Densa de terra firme, na qual está inserida a Floresta Nacional do Tapajós, na margem direita do Tapajós. Na bacia do Tapajós, além da beleza cênica (praias, lagos), propícias ao turismo de lazer e ao turismo contemplativo (áreas com botos, pássaros), merecem destaque as comunidades que se dedicam ao artesanato (palha/cipós/fibras, madeira, cerâmica), tais como as comunidades de Alter do Chão, Vila Franca, Anumã e Solimões.

BACIAS DOS RIOS MOJU, MOJUÍ E CURUÁ-UNA

As bacias dos rios Moju, Mojuí são tributárias da bacia do rio Curuá-Una e formam juntas toda a malha hídrica existente na chamada "Região do Planalto", composta por inúmeros igarapés e rios de pequeno porte, todos convergentes para o rio central, o Curuá-Una. Juntas perfazem um total aproximado de 9.986 km², ou cerca de 37,65% de todo o município, ocupando a porção leste da região.

A bacia do Curuá-Una, no extremo oriental, tem uma superfície aproximada de 4.055 km², representando cerca de 15% de todo o espaço municipal. O rio Curuá-Una, afluente da margem direita do Amazonas, é o principal curso d"água.

A bacia hidrográfica do Moju situa-se na porção centro-sul do município, entre as bacias do Curuá-Una e do Mojuí. Ocupa uma superfície aproximada de 3.325 km², ou cerca de 12,50% de todo o espaço municipal. O rio Moju, afluente da margem esquerda do Curuá-Una, é o principal curso d"água.A bacia do Mojuí está situada na porção central da região circundada pelas bacias do Tapajós, Amazonas, Curuá-Una e Moju. Ocupa uma superfície com cerca de 2.605 km², ou 9,80% do espaço municipal. O rio Mojuí, afluente do Moju, é o principal curso d"água.

Economia

Atividades econômicas importantes são: a extração de madeira, borracha e castanha-do-pará; as culturas de juta, mandioca ,arroz , soja e milho; a criação de bovinos, suínos e aves de granja; a pesca e a indústria de fibras, além do processamento de pescado para exportação.[5]

Filiais de alguns dos mais importantes bancos do país, como o Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal, HSBC, Bradesco, Banpará, Banco Real e BASA (Banco da Amazônia S.A)

A ligação da cidade com a rodovia Transamazônica, em 1972, através da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), contribuiu bastante para o desenvolvimento do comércio local.

Infra-estrutura

Principais logradouros

  • Avenida Tapajós
  • Avenida Mendonça Furtado
  • Avenida São Sebastião
  • Avenida Rui Barbosa
  • Avenida Barão do Rio Branco
  • Rua Lameira Bittencourt
  • Rua Floriano Peixoto

A ligação da cidade com a rodovia Transamazônica, em 1972, através da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), contribuiu bastante para o desenvolvimento do comércio local.

Transporte

Santarém possui uma estrutura razoável. A cidade tem um porto de intenso movimento, capaz de abrigar navios de grande calado, e ligado à rodovia Santarém-Cuiabá. O aeroporto tem linhas domésticas regulares para todo o Brasil, principalmente para Belém e Manaus. Possui ainda mais de 200 quilômetros de ruas pavimentadas.

Segurança

Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal), Polícia Militar do Pará - sede do 3° Batalhão e do Comando de policiamento regional 1

Educação

Santarém é marcada, no que diz respeito a educação, por um predomínio de congregações missionárias. Os colégios particulares Cristo Salvador (pertencente ao CEULS/ ULBRA), Carequinha, Santa Clara, Dom Amando,Colégio Batista e o Colégio Tapajós (pertence a FIT) são tidos como os de melhor qualidade no ensino. Entre as escolas públicas são apresentadas Colégio São Francisco, a Escola Álvaro Adolfo da Silveira, Colégio Rodrigues dos Santos, Colégio São Raimundo Nonato e Frei Ambrósio como as que concentram o maior número de alunos, sendo a última a mais antiga, com quase 110 anos.

Santarém pode ser considerada uma cidade universitária, contando com 6 instituições de ensino superior. As faculdades presentes no município são UFPA (Universidade Federal do Pará), UEPA (Universidade do Estado do Pará), CEULS/ULBRA (Centro Universitário Luterano de Santarém), FIT (Faculdades Integradas do Tapajós), IESPES (Instituto Esperança de Ensino Superior) e a UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia). Hoje Santarém é a sede da mais nova Universidade Federal do Brasil, a UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) que oferece cursos nas diversas grandes áreas de ensino.

Cultura

Em Santarém encontra-se a Cerâmica Tapajós que está dividida em dois tipos de vasos: o de gargalo e o de cariátides. Esta cerâmica é uma das mais antigas e, de tão perfeita, chega a ser comparada até mesmo com a mais fina porcelana chinesa. É a segunda maior cidade do pará com quase 300 mil habitantes.

Existem peças da cerâmica Tapajós espalhadas por vários museus do mundo. Na cidade de Santarém encontra-se um pequeno legado dessas peças no Centro Cultural João Fona.

Museus

Esporte

Pontos turísticos

Alter-do-Chão

Uma das atividades econômicas de maior crescimento é o turismo, que tem como atrações as praias, cachoeiras, lagos, excursões ecológicas na mata e as numerosas tradições e festas folclóricas. São muito procurados pelos turistas os passeios de barco para acompanhar as linhas paralelas formadas pelas águas de cor marrom do Amazonas e as de verde-esmeralda do Tapajós até o ponto em que lentamente se misturam.

Santarém é conhecida como a Pérola do Tapajós. Em frente à cidade acontece o encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as águas verdes do rio Tapajós.

É no município de Santarém que se localiza a vila de Alter-do-Chão, a aproximadamente 30 km da cidade. É uma vila balneária chamada de Caribe brasileiro, pelas praias belíssimas, o Lago Verde, a ilha do amor, lugares que atraem inúmeros turistas.


Mas não são apenas estas atrações que esta bela Cidade dispõe: existem ainda centenas de quilômetros de praias paradisíacas, rios e igarapés de água cristalina, cachoeiras e lagos.

Esporte

Na cidade de Santarém existem times de futebol como o São Raimundo Esporte Clube e o São Francisco Futebol Clube. Possui o Estádio Jáder Barbalho, mais conhecido por Barbalhão, Municipal de Santarém ou Colosso do Tapajós

Eventos e datas comemorativas

Os dois maiores eventos culturais da cidade são a Festa do Sairé, realizada na Vila de Alter do Chão durante o mês de setembro, durando cerca de cinco dias. Nesta festa ocorre a Disputa dos Botos Tucuxi e Cor-de-rosa. No final do mês de novembro é realizado o Círio de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, cuja festa se estende até o dia 8 de dezembro, acontecendo além da parte religiosa, o Arraial com atrações culturais e a Caminhada de Fé com Maria, saindo da Vila de Mojuí dos Campos, percorrendo 37 km até a Catedral de Santarém.

Festa do Çairé ou Sairé

A palavra Çairé origina-se dos dois termos Çai Erê, que significa “Salve! Tu o dizes”, que era usada pelos índios como forma de saudação. Entretanto, fui alertada pelo Sr. Jefferson Cardoso, conhecedor dessa história, de que há uma controvérsia quanto a grafia da palavra Çairé. Segundo ele, a palavra original era Sairé, mas a comunidade de Alter-do-Chão, achou por bem, ou talvez por associarem sua derivação à linguagem indígena, passaram denominar a festa com uma nova escrita: Çairé. Entretanto, como pode-se contatar não há na língua portuguesa nenhuma palavra que inicie-se com "ç" e segundo seu Jefferson, houve uma nova discussão sobre o assunto e por consenso, voltou-se a chamar a festa por seu nome original.

Originariamente, a Festa do Çairé era um baile indígena (puracê), cujos festejos, revelavam desde o primeiro século da colonização, já a influência das missões católicas. Era uma "corda em giro", ou melhor, uma espécie de dança de roda conduzida por um "arco", que era o motivo indígena desse préstito e festival, o centro geométrico de um animado puracê (baile). Tal arco era um semicírculo com diâmetro e raios todos assinalados em algodão, onde deles pendem fitas vermelhas. Era ornamentado ainda, com uma cruz forrada e enfeitada, revelando o símbolo católico que o jesuíta acrescentou ao outro símbolo pagão o qual, pela forma geométrica revelada, denotava sua origem em povos americanos de civilização mais avançada, quais os astecas e os incas. É um exemplo de como foi o missionário mestiçando a fé católica, através da dança e do canto, para catequizar o índio e dominá-lo por fim. Transformou-se portanto, em uma cerimônia religiosa e profana, onde entram nela a reza e a dança. Essa, consistia em passos curtos, como o de marcar passos dos soldados, com um movimento em que uma índia do centro servia de eixo sobre o qual girava o Çairé.

Santarém também tem outras belas praias como porto novo, próximo abelterra, pindobal, cajutuba, ponta de pedras entre outras, além de igarapés com água gelada.

Filhos ilustres

Padres

Literatura

Música

Artes plásticas

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Um comentário:

  1. Eu amo essa Cidade Maravilhosa... Minha Pérola do tapajós....
    Ao interior Meu pequeno Arapiuns, terra onde Nasci.... Amo minha Cultura, Amo alter-do-Chão... O Caribe Amazonico

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